Os últimos [tendem] a não serem os primeiros…

Os últimos [tendem] a não serem os primeiros…

Há um risco em se Classificar! Ou , no mínimo, um potencial efeito colateral indesejado. A princípio isto serviria para qualquer abordagem, mas no momento, refiro-me a prática de se criar classes de Pessoas, Consumidores, Funcionários, etc.

Por exemplo, para todo serviço Premium, gerar-se-á uma legião enorme de “normalmente” atendidos. E, por conseguinte, de excluídos!

Fico bastante desconfortável de chegar num banco e ser atendido rapidamente, enquanto vários aguardam na fila já há algum tempo…

Sei que há coisas envolvidas nisto que ignoro, mas segue sendo desconfortável. Especialmente porque, tenho certeza, minha dívida com o Banco é muito maior do que a maioria deles…

 

Outros exemplos são os critérios para avaliações de performance nas corporações, que tendem a mirar em fixar bloqueios, majoritariamente, para a baixa performance.

Um Caixa de Loja [não sei que denominação gourmetizado estão dando a esta função atualmente para compensar o baixo salário…], por exemplo, pode ser medido principalmente pela efetividade de seu fechamento ao final do dia, quantidade de erros contábeis, desvios de valores, etc.

Mas como reconhecer devidamente um Caixa que, olhando sempre o horizonte, além de suas moedas, percebe um Cliente aguardando sempre ao lado da fila e nunca na fila; supor então que possa haver um problema e priorizá-lo no atendimento?

Inadmissível? Sim, também achei. A ponto de cobrar explicações para aquela atitude até então desrespeitosa para com quem já aguardava…

“Tratava-se, talvez, de alguém com Síndrome do Pânico, e eu queria reduzir ao máximo a exposição da pessoa a tal sofrimento…”

“Você tem conhecimento?”

“Meu filho sofre com isto…”

Há uma possibilidade de que, pela maneira rasa como você mede seu funcionário, grandes habilidades sejam desperdiçadas!

#oreiestanu

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Corra Infeliz, Corra!!!

Corra Infeliz, Corra!!!

Torço sempre para a Leoa. Nunca para o Cervo!

Aposto sempre no Crocodilo-do-Nilo. Nunca no Gnu!

Quero a Orca sempre devorando a Foca.

É um posicionamento socialmente difícil de se manter, confesso, mas necessário. A evolução se dá por isto. A vida tem continuidade por isto. Paradoxalmente, só existem os predados pela imposição que os predadores lhe impõem… E vice-versa, sim, mas deixo isto para as Fábulas!

Tem que evoluir, tem que crescer. Não há alternativa!

Afinal, coitado da pobre foquinha de olhos brilhantes…

O Gnuzinho, tão feinho, mas merece viver também…

O Cervo, saltitante, que ajudaria o Papai-Noel…

 

Queremos, hedonisticamente, apenas alongar nossos prazeres. Egoísmo puro! É quase, na verdade, crueldade! Esticar-se no processo de desfalecimento da vítima enquanto sufoca nas mandíbulas do algoz.

 

Nem o Gnu, nem a Foca, nem o Cervo contam, gostam, importam ou precisam de sua torcida e, principalmente, de sua pena! Eles querem e precisam é correr mais do que seus semelhantes!!!

Assim como eu, você… nós!

Deixar a régua baixa, não demitir, não exigir, não provocar, não instigar, não cobrar, e ver o Cervo arregalando os olhos enquanto lhe falta, lentamente, o oxigênio, é irresponsabilidade, é invisibilidade, é negligência…  isto sim é Crueldade!

OBS: o texto estava pronto e o David Nilo me motivou! Obrigado, David!

#oreiestanu

As bicicletas de Bellejoinville

É incrível nossa idiota capacidade de criar castas. Criamos níveis tanto para estar no topo, mas também para estar na base. Acredite, há quem se delicie começar do Zero! Provar! Ser desafiado…

Geramos estratos sociais, inclusive, onde absolutamente não são necessários.

 

Compre um Jipão Willys e tente simplesmente dar umas voltas sozinho. Ai de você não participar de um clube do jipeiro, sair ébrio em bando por cidades do interior, cagando os rios com óleo diesel e abrindo valas nas  trilhas para ferrar o agricultor com o tobata na segunda-feira.

 

Motos? A mesmíssima coisa. As estradeiras mais a frente. Uns frankesteins no meio,  com senhores de línguas azuis… Atrás, as mais chulés, que servirão de escudo aos primeiros caso algum caminhão desgovernado, sem freios, resolva furar o pedágio em alta velocidade.

 

Em alguns casos chega a ser constrangedor. Já tive a oportunidade de observar 2 motoristas aguardando o semáforo abrir, em seus Defender… eles, indignadamente, não concebiam que não poderiam se conhecer, já que ambos possuem o mesmo carro…

É regra: se você tem um Defender sempre deverá buzinar para o outro Defender!

 

Minha nova experiência é no Ciclismo. Comprei uma zica… ops… bike, que é  montada em Manaus. Não uso capacete, luvas, minhas roupas não brilham no escuro, não levo kits de reparo, hidratação ou barrinha de cereais. Somente o celular, se furar o pneu ligo para a Grasi.

 

Não passo óleo na corrente, o que provoca um certo chiado irritante, possível de ser ouvido a quilômetros, e que, invariavelmente desperta a atenção de profissas que passam pelo outro lado da rua, não sem antes lerem a marca do quadro e balançarem negativamente a cabeça.

 

A mesma segmentação, segregação, divisão percebo cada vez mais forte nas redes sociais.

Grupos fechados, em rituais de auto-lambeçao peniana, criando suas castas e iniciando novatos absortamente encantados com a possibilidade de poderem fazer parte do ritual, passando do grau Lambedor-Noviço II para Lambido Pleno III, agradecidos ensandecidamente por ter recebido uma dica de foto, de olhar, de roupa, de meia do mais novo Influencer do último final de semana…

 

#oreiestanu

O Monte DOS Oliveiras… ou, Oliveira AOS Montes…

O Monte DOS Oliveiras… ou, Oliveira AOS Montes… uma ingênua e nada inovadora perspectiva sobre Gerações…

Acho que tenho boa parte das Gerações em minha casa:

. Eu, que sou X, quase Boomer Posterior;

. A Grasi, que é X, quase Y;

. O Vini, que é Y puro, o tal do Millennial;

. A Gabi, que é geração W, quase Z;

. O Lucas, que é Alfa (shhhhh…. ele ainda não sabe);

. E os Labradores Lisa e Barth que são… Atemporais!

 

Porém:

. Não lembro de um Manual de Operação específico para tratar com cada um de nós…

. Não lembro de termos que estar mudando de humor para lidar uns com outros…

. Não lembro de ligar para o Supermercado e pedir para que alterem a disposição dos produtos nas gôndolas pois estou indo com X, Y ou Z fazer compras…

 

Então:

. Por que esta discussão acalorada sobre qual a Geração mais inovadora, flexível, competente, trabalhadora?

 

Uma vez que:

. Há Gênios de todas as letras! Assim como Imbecis de todas as Gerações…

 

Talvez:

. Ao se deslocar o ponto da discussão para as características das Gerações e em qual forma se encaixam, exista, inconscientemente, uma pequena possibilidade de que isto seja uma MANEIRA BASTANTE CONFORTÁVEL DE DILUIR NOSSO PAPEL DE LÍDER E RESPONSÁVEL! Talvez?

 

#oreiestanu

(obs: título inspired by Soncini!)

O molho já está mais caro que o peixe!

O molho está mais caro que o peixe!

Havia um tempo em que para ser, por exemplo, um mecânico de manutenção, você precisaria conhecer… manutenção mecânica.

Ou um programador de computador, necessitaria dominar… linguagem de programação!

Atualmente, esta lógica [ao que parece, simplista e simplória] pode não fazer tanto sentido, ou pelo menos, não ser o mais importante.

Ouve-se dizer, que, de tão óbvias, tais capacitações não devam mesmo, sequer, serem enxergadas profundamente. Mas também se diz que, por ser o requisito fundamental, é justamente o que mais deveria ser mensurado.

Estes posicionamentos variam de acordo com o lado que se está do balcão do compromisso assumido! Na verdade, eu não sei exatamente o que se busca:

. O melhor (nem ouso discutir o processo para defini-lo).

. O mais barato.

. Ou o break-even man!

Inteligências que estariam no entorno destas capacitações-cerne poderiam ser tão ou mais importantes.

Pois, ao final das contas, na verdade, não se está buscando um Mecânico de Manutenção. Está-se à caça de um “Manutentor do Processo pela Tecnologia Mecânica” com flexibilidade para trabalhar na ambiguidade.

Ou se está almejando, não um programador, mas um “Sequenciador Digital Lógico” que possa integrar demandas que extrapolam o código…

Mira-se não no que se entregará agora! Mas no que poderá contribuir amanhã!

É claro que é extremamente salutar tudo isto, mas…

que a linha de montagem ainda está parada, está…

#oreiestanu

Adalberto quer se enturmar com a Alta Gerência!

Adalberto quer se enturmar com a Alta Gerência!

Adalberto desenvolveu uma teoria de relacionamento corporativo: ele crê que o melhor local para fazer amizades é no… Banheiro.

Adalberto pensou: é quando mais estamos desprovidos de nossos escudos sociais… Bem nesta hora, atacarei!

Existe já um alvo colimado na mira de Adalberto. É o Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento.

Um senhor de poucas, mas sempre, sábias palavras.

Um encontro no Banheiro será sempre fortuito, pensou Adalberto! Nada deselegante…

Afinal, tenho muitas coisas para falar com O Diretor, até para ele poder ter a percepção mais clara de meu grande valor! Não creio que meu Líder esteja fazendo bem este papel… introspectou Adalberto!

Adalberto já espreita por detrás do Monitor, aguardando a vítima. Adalberto conta com a pontualidade intestinal do Executivo!

Lá vem ele, é a hora!

Quando Adalberto entra no Banheiro, O Diretor já está urinando.

Adalberto, apesar de haver uns outros 20, ocupa o mictório exatamente ao lado, abre o zíper, apoia as duas mão na parede e como se fora amigão de longa data, declara:

– AHHH… MIJAR É A MELHOR COISA DO MUNDO!

O Diretor então, sem olhar e enquanto fecha o zíper, calmamente contrapõe:

– Meu filho… Ou eu não sei mijar, ou você não sabe transar…

 

#oreiestanu

Transporte de Animais (quase) Vivos…

Como podemos esquecer tão rapidamente tragédias?

Comoveu-nos profundamente as notícias sobre seres vivos transportados em condições imperdoáveis!

Apenas bestas não se sensibilizariam com tais fatos registrados.

Seres transportados aos milhares, de navios, para vários cantos do planeta em precárias condições sanitárias.

Ainda tenho em minha mente seus olhares desconfiados enquanto subiam bovinamente, em fila indiana, a rampa para a armadilha dos falsos sonhos.

O que falar da alimentação? Apesar das promessas de zelo e abundância, sabe-se do inferno que se é para se ter algo para comer. Humanamente impossível tratar de tantos!

Prefeitos das cidades onde estão ancorados tais máquinas de sacrifícios já se mobilizam para cobrar pesadas multas da imundície que suas ruas e prédios se transformam na passagem dos animais.

Claro que as empresas justificam esta maldade como sendo necessária ao desenvolvimento do país e a posição estratégica que o país deve alcançar neste segmento.

MAS NÃO DÁ MAIS PARA ACEITAR ISTO PASSIVAMENTE!!!

É DESUMANO!

PAREM JÁ COM OS CRUZEIROS!

… ou pelo menos, não permitam os shows do Roberto Carlos…

#oreiestanu