Transporte de Animais (quase) Vivos…

Como podemos esquecer tão rapidamente tragédias?

Comoveu-nos profundamente as notícias sobre seres vivos transportados em condições imperdoáveis!

Apenas bestas não se sensibilizariam com tais fatos registrados.

Seres transportados aos milhares, de navios, para vários cantos do planeta em precárias condições sanitárias.

Ainda tenho em minha mente seus olhares desconfiados enquanto subiam bovinamente, em fila indiana, a rampa para a armadilha dos falsos sonhos.

O que falar da alimentação? Apesar das promessas de zelo e abundância, sabe-se do inferno que se é para se ter algo para comer. Humanamente impossível tratar de tantos!

Prefeitos das cidades onde estão ancorados tais máquinas de sacrifícios já se mobilizam para cobrar pesadas multas da imundície que suas ruas e prédios se transformam na passagem dos animais.

Claro que as empresas justificam esta maldade como sendo necessária ao desenvolvimento do país e a posição estratégica que o país deve alcançar neste segmento.

MAS NÃO DÁ MAIS PARA ACEITAR ISTO PASSIVAMENTE!!!

É DESUMANO!

PAREM JÁ COM OS CRUZEIROS!

… ou pelo menos, não permitam os shows do Roberto Carlos…

#oreiestanu

Adalberto está no panteão dos Deuses corporativos, e adora tartufo!

Adalberto tem uma oportunidade para mostrar seu Real Tamanho!

Adalberto foi demitido e está recontratado.

Por (des)caprichos do destino, Adalberto está no RH;

Adalberto então recebe o Currículo de alguém que ele não gostava na empresa em que trabalhava anteriormente;

Na verdade, Adalberto o abominava!

Adalberto era maltratado por ele. Chacoteado. Inferiorizado.

Não se pode enganar a tantos, por tanto tempo, pensou Adalberto! Finalmente…

E agora ele está nas mãos de Adalberto;

Sorriso largo na foto do Currículo, o que provavelmente está lhe rendendo câimbras faciais, pensou cinicamente Adalberto…

Perfil bem-construído, um gentleman new-Líder-Servidor, concluiu Adalberto, se alguém que não o lhe conhecesse verdadeiramente;

Adalberto pensou, pensou e pensou novamente…

Que ótima oportunidade para Adalberto mostrar que não tem a mesma pequenez de espírito dele;

Que ótima oportunidade para Adalberto evitar o desejo de vingança e mostrar sua grandeza;

Só que não…. Adalberto amassou o currículo numa bola compacta de papel, ódio e tinta!!!

Há tempos não se sentira tão…. FELIZ e realizado!!!

A vingança dura pouco, até tem um cheiro ruim, mas é uma delícia. A vingança é o tartufo da vida.

Adalberto é rancoroso e só tinha mais um tiro!

 

#oreiestanu

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Formas de se tomar atalhos!!!

** textos que já abordavam a superficialidade e os riscos dos atalhos…**

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SER OU PARECER ?  EIS A QUESTÃO!!!

Se eu visito uma pirâmide, necessariamente, eu não me torno um arqueólogo;

Ou se visito um hospital, eu não me torno um médico;

Ou mesmo uma arena, eu não me torno um jogador;

Assim como, se visito uma igreja, eu não me torno um padre;

Se eu visito um cemitério, eu não me torno um coveiro;

Também se eu visito um circo, eu não me torno um palhaço;

Ou, ainda que eu visite um reino, eu não me torno um rei;

E mesmo que eu visite o Márcio, eu não me torno um idiota!

Então, por que, e eu repito, POR QUE… Se eu visito o Vale do Silício, eu me torno um Inovador ???

Mas não posso fazer palestras, livros, talks? Sim, claro que posso. Desde que seja algo do tipo: “ 10 Dicas para viajar barato ao Vale do Silício junto com a vovozinha”

Ou “Coisas que não entendi bem, mas prometo que vou estudar… muito!”

Mas daí a: “Como Inovar a Disrrupção Saindo da Caixa com Inteligência Artificial descendo por um Escorregador no Escritório ” Acho um pouco de……………………. exagero!

Até porque, a julgar pelo exagero que estamos classificando “Inovar” nos dias de hoje, a tele-entrega ainda estaria rendendo cases de disrrupção…

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TALVEZ CONHECIMENTO (AINDA) NÃO VENHA NA RAPIDEZ DE UMA IMPRESSÃO 3D…

Tendo a me enganar ignobilmente ao fazer uma extrapolação do raciocínio de que, tendo eu acesso com rapidez e liquidez as informações neste mundo conectado (!?), tão velozmente, estou absorvendo, formando e compartilhando CONHECIMENTO.

NÃO! É uma extrapolação equivocada minha! Eu iria escrever preguiçosa, mas deu preguiça…

Eu não consigo provar sequer minha ignorância em 1.300 caracteres, exceto a teoria de que não comprovo uma teoria.

Especialistas definirão melhor o que é CONHECIMENTO, mas dentre as várias definições encontraremos, certamente, termos tais como: CONSCIÊNCIA, IMERSÃO, PENSAMENTO, CIÊNCIA, INSTRUÇÃO, ESTUDO, RAZÃO, CLAREZA, ALICERCE, FUNDAMENTOS, DISCIPLINA;

Ou seja, passar os olhos num post pode estar me trazendo muitas outras coisas, mas provavelmente NÃO o CONHECIMENTO, pelo menos no sentido epistemológico da acepção.

Admito que este é o único ponto que me faz pensar se, de fato, sempre terei direito a expressar minha opinião. Talvez, sim. Ainda que preguiçosa e vazia! Mas talvez, também, dê o direito ao outro de não respeitá-la…. na acepção da palavra, por ser… preguiçosa e vazia, Talvez…

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EU ME AMO, EU ME ADORO, EU NÃO CONSIGO VIVER SEM MIM…

Hoje recebi uma mensagem Inbox com a qual fiquei modestamente agradecido.

Surpreendi-me comigo mesmo, não pelas qualificações em si, mas por ainda não estar habituado a tais situações…

Era alguém me parabenizando e me agradecendo pelas minhas simples qualidades de genialidade, perfeição, humildade, gentileza, conhecimento, experiência, palavras, estilo, bigode (que puxei de minha querida avó!), cacoetes, olhar e a maneira única de coçar as orelhas com as mãos trocadas…

Comentei que não era merecedor de tais palavras elogiosas… mas que na verdade, era sim! Esta pessoa, não bastasse brindar-me com a obviedade de minha perfeição, ainda me pediu uma ajuda, dentro da minha (ampla, quase infinita) área de atuação.

Respondi prontamente: Claro que sim, Pobre Ser ! Isto não me custa nada! Custará a você…

Após conferir o Comprovante do Depósito, minha ação altruísta mais uma vez sobrepôs-se ao meu tradicional pragmatismo verbal e com o cajado da Autoridade Sacro-Sapiente a abrir-lhe o Mar da Ignorância, sentenciei:

– Siga seu caminho!

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Eu sou uma Farsa! Bem intencionada, mas ainda uma Farsa…

Aprendo tudo com todos, faço um ajuntado de palavras e recebo lindos e sinceros elogios.

Tomo os elogios, como se fora sem querer e inflo meu ego, sem demonstrar o quão ansioso estou para conhecer meus novos contatos e os ricos comentários.

Agradeço a crítica e digo entender o ponto de vista, mas me pergunto o que faltou para ele entender, ou para eu falar, no fundo, não quero desagradar ninguém e adoro likes.

Misturo um pouco de tudo em meus textos e as pessoas tiram lições e aprendizados que eu nem sequer supunha estar ali.

E eu recebo os méritos.

Sempre fugi de planos e detestei a rotina e recebo recomendações por organização.

Vivo me esquivando de problemas e sou taxado como referência em delegação.

Deixo meu time resolver tudo e sou reconhecido com um bom gestor.

Aceito um desafio para área comercial, que jamais considerei atuar, justo no ano que a empresa faz os melhores resultados da história pelo time que tem, e sou parabenizado.

Aprendi um pouco de italiano para pedir comida no tele-entrega e a empresa me convida para viagem ao exterior por eu ter visão de futuro.

Tenho 45 anos e ainda não sei o que fazer em minha carreira e sou considerado líder-coach.

Se eu não sou uma farsa, sou um golpe de sorte!

#oreiestanu

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CORPORAÇÕES & CORPORATIVISMOS…

Acho que seria assim meus insights, se me perguntassem…

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DOIS INSIGHTS, AUTO AJUDA, DICA ESPECIAL NUM PÃO COM GERGELIM!

Minha falta de visão me ensurdece. Como não pensei nisso antes, um drive-thru motivacional.

Você encosta o carro e um atendente psico-para-pseudo-psiu-motivacional prontamente :

– Qual o seu pedido senhor?

– Não sei… Meu chefe não gosta de mim… O que você recomenda?

– Sugiro uma porção de empatia empanada, senhor!

Ou…

– Meus projetos não dão certo. Estava pensando num resiliente sem molho…

– Acrescido de um shake de objetividade por mais cinco reais, senhor?

Ou ainda…

– Ando tão sem confiança… Vou pedir um duplo de autoestima!

– Vai querer sal senhor, ou deixo insosso mesmo?

 

Genial! Serei o Ray Scroque da miséria humana!

Odeio muito tudo isso!

#oreiestanu

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HEAD HUNTERS & HEART HUNTERS

A palavra headhunter sempre me causou fascinação e medo!

Fascinação pela busca dos melhores. Temor de um dia ser procurado por um. Pensava…

Como um headhunter seleciona outro headhunter? Deve ser tipo uma luta de highlanders, com raios cruzando os céus… Ou já se nasce predestinado, com um diamante no umbigo, como o Steven Universo?

Se eu fosse contactado por um headhunter, eu não precisaria nem ser contratado. Já seria suficiente em si o contato.

Eu chegaria em casa e diria: “Crianças, não incomodem o papai. Papai foi procurado por um rédirranti… ”

Mas confesso, minha primeira experiência com um headhunter não foi boa:

Eu, supondo estar no comando da situação, me empolguei e já fui dizendo de cara que mudaria de emprego por um milhão/ano!

Ele então respondeu que ainda não falaríamos disto. Eu sabia que seria um processo bruto, mas entendi a deixa e devolvi, num lance magistral de negociação, apoiada menos pela Teoria dos Jogos e mais pelas Técnicas de Negociação do SENAC, mandei uma contra oferta:

“Ok, então deixamos por R$1.100,00 / mês + Vale Transporte e não se fala mais nisso”.

Afinal, tenho que me dar valor! Nunca mais recebi retorno! Devem estar pensando ainda…

Minha homenagem aos PROFISSIONAIS!

#oreiestanu

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(1 + 1) # 2

A distância do fato para aquilo que eu suponho é enorme;

A distância do que eu suponho para o que eu concluo é enorme;

A distância do que eu concluo para o que eu digo é enorme;

A distância do que eu digo para o que eu escrevo é enorme;

A distância do que eu escrevo para o que eu pretendo é enorme;

A distância do que eu pretendo para o que você entende é enorme;

A distância do que você entende para o que você responde é enorme;

A distância do que você responde para o que eu entendo é enorme;

Ou seja, a probabilidade de estarmos falando da mesma coisa, no final das contas, é remotíssima!

Mas seguimos dialogando… E discordando… E errando na crase…

#oreiestanu

 

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E O PRÊMIO DE LÍDER DO ANO VAI PARA A GABI!

Gabriela é minha filha de 15 anos e o alvo preferido do Lucas, de 06 anos, que já apresentei aqui.

Sua combinação de carinho com sisudez, de tolerância com firmeza, de ternura com pragmatismo, a torna única!

Gosto de observar seu comportamento e tirar lições do seu jeito especial de ser. São valores e atitudes que filhas nos obrigam, e nos ensinam a ficar atentos, e que colocam um pouquinho de clareza em nossa perspectiva sobre o universo feminino, que supomos conhecer, mas que na verdade “somos só garotos”!

Penso que filhas nos dão a oportunidade exclusiva de sermos educados num – e para um – mundo plural. Nossas armaduras são retiradas quando interagimos com nossas filhas, e nossas perspectivas do que ensinar a um filho mudam.

Percebe-se quão medievais são nossas crenças, até que se tenha dentro de casa uma menina. E, inevitavelmente, aprendendo com este mundo, poderíamos também evoluir nas corporações:

Uma filha:

  1. Diminui nossa artificialidade na tentativa de ser natural;
  2. Permite entender, de uma vez por todas, que competência não tem sexo;
  3. Que prioridades são… Prioridades!
  4. Que se pode liderar o líder.

Todo pai merece uma menina! Todo líder deveria ter uma menina!

Eu tenho a Gabi!

#oreiestanu

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TANTE MERDA A TE!

Aprendi com um grande amigo da Itália a expressão acima. Penso não ser necessária a tradução literal, dada a proximidade etimológica com nosso idioma, exceto pela segunda palavra, que pode trazer alguma dúvida.

Esta expressão remonta a época de ouro do teatro e aos grandes públicos que se acotovelavam para assisti-los.

E para se chegar aos teatros, belíssimas carruagens tracionadas por igualmente belos cavalos. Parte de suas naturezas, e também das nossas, as necessidades fisiológicas de… Defecar. Aos montes, como convém a cavalos bem criados.

Aos atores, chegando nos teatros, bastava numa lógica inversa, checar a quantidade de dejetos no chão, para se determinar a quantidade de carruagens e, por conseguinte, de espectadores.

Quanto mais merda, mais público! Quanto mais público, mais sucesso! Logo, quanto mais merda, mais sucesso.

Então, aos corajosos que esta semana iniciarão qualquer iniciativa, projeto, ou também, aos que tentarão não fazer nada, exceto o estritamente necessário para manter a oxigenação do cérebro, como no meu caso, meus singelos votos de:

Tante merde a te! Tante merde a noi! Quente, ao menos!

#oreiestanu

 

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** Eu me senti muito mal com o post abaixo, pois o escrevi satirizando que no Linkedin se tira lição de tudo quanto é coisa e por fim as pessoas me parabenizavam pelo Insight e me agradeciam profundamente por compartilhar… Eu não tinha coragem de desdizer…**

 

O QUE UMA ESPIGA DE MILHO ME ENSINOU SOBRE CARREIRA CORPORATIVA

Impossibilitado de fazer um ano sabático, percorrendo o Caminho de Santiago de Compostela, após a viagem em 1ª. Classe, permite-me um Sábado Sabático na esburacada Estrada de Poço Grande, Guaramirim/SC.

Foi fantástico, e verdades vieram à tona, numa epifania de emoções e súbita sensação de compreensão da essência de meu ser, enquanto ente corporativo.

Por entre as trilhas, entre os milhares de milharais, reconheci numa exuberante espiga de milho, valores que podem me fazer muito melhor em minha carreira corporativa e de Liderança:

. Uma espiga é um conjunto de grãos, o que nos remete ao trabalho em Time;

. Uma espiga tem várias cascas, que nos lembram da capacidade de nos descobrirmos a todo instante;

. Uma espiga tem fiapos, que nos alertam para o fato de encontramos dificuldades até se chegar ao bem maior;

. Uma espiga de milho demora para cozinhar, o que nos rememora sobre a resiliência;

. Uma espiga de milho vira pipoca, canjica, farinha, que nos atenta para a necessidade de multidisciplinaridade;

. Uma espiga de milho, por vezes, nos serve como bem de higiene íntima, o que nos remete a superar as crenças limitadoras, até porque, por vezes, não se tem outra alternativa.

 

Obrigado espiga de milho!

#oreiestanu

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